Curso gravado · 6h
Prof.ª Ana Paula Alves Vieira

A escola já mandou o diagnóstico junto com o encaminhamento. E agora?

Uma proposta de avaliação-intervenção para crianças com queixa escolar, fundamentada na Psicologia Histórico-Cultural. Da entrevista inicial ao relatório, com o livro da prof.ª Ana Paula Alves Vieira, a apostila do curso e 35 materiais de avaliação.

35 materiais de avaliação
Livro da autora
Apostila com os quadros de análise
Roteiros editáveis
Exemplo de relatório
6h de carga horária
Certificado
Investimento
R$ 257
à vista
  • Aulas gravadas, no seu ritmo
  • Livro da autora em PDF
  • Apostila com os quadros de análise
  • 35 documentos de trabalho
  • Acesso por 2 anos · certificado
Pagamento pela Eduzz: Pix, boleto ou cartão.
A queixa que chega

“A professora disse que ele não aprende. Queremos saber o que ele tem.”

A família chega com essa frase. Às vezes com um bilhete da escola junto. Às vezes com um nome de transtorno já circulando na conversa há meses.

E existe uma pressa real ali. A escola cobra, a família se angustia, a criança às vezes percebe que é vista como “um problema”.

Você sabe que a resposta não é simples. Sabe que o desempenho de uma criança não se explica por algo que ela “tem” — que tem história, condições de vida, relação com a professora, o que aconteceu na alfabetização, o que acontece em casa às sete da noite.

O problema é o que fazer com esse saber na segunda-feira de manhã, com a criança sentada na sua frente.

Na formação, avaliação psicológica infantil costuma aparecer como uma lista de instrumentos. Você aprende o que cada teste mede e como corrigir. Não é pouco — mas também não é o processo.

O que quase ninguém ensina é o que vem antes e o que vem depois: como construir a investigação, o que perguntar a quem, como ler junto o que a criança produz, e como devolver isso tudo sem entregar mais um rótulo para a mochila dela.

A virada

Nesta proposta, avaliar já é intervir.

Não existe um período de coleta seguido de um período de ajuda. Cada encontro já é parte da transformação da queixa.

Quando você conversa com a família sobre a história de desenvolvimento daquela criança, algo na forma como aquela família entende o filho começa a se mover. Quando você conversa com a professora buscando compreender e não julgar, a relação dela com aquele aluno pode ser outra. Quando a criança faz as atividades com você e percebe que consegue coisas que achava que não conseguia, não é apenas dado coletado — é desenvolvimento acontecendo.

É por isso que o processo de avaliação termina com um portfólio das produções da criança, e não só com um laudo. A avaliação não descreve um estado: ela interfere nas condições que produziram a dificuldade.

Quem ensina

Quem conduz este curso pesquisou exatamente isso

Ana Paula Alves Vieira é psicóloga formada pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), mestre e doutora em Psicologia pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), com doutorado em Educação Especial pela University of Alberta, no Canadá. É especialista em Teoria Histórico-Cultural (UEM) e realizou mobilidade acadêmica em um programa de avaliação e reabilitação neuropsicológica na Benemérita Universidad Autónoma de Puebla, no México.

Há mais de dez anos atua como psicóloga clínica, professora universitária e pesquisadora.

A tese de doutorado dela é sobre avaliação psicológica de crianças com dificuldades no processo de escolarização. Este curso é a sistematização desse trabalho.

Não é uma aula sobre um tema que ela domina em geral. É a pesquisa da vida dela, organizada para a sua prática.

Prof.ª Ana Paula Alves Vieira
Prof.ª Ana Paula Alves Vieira · psicóloga, doutora em Psicologia (UEM) e em Educação Especial (University of Alberta)
A proposta

Uma proposta de avaliação-intervenção, não uma bateria de testes

A Psicologia Histórico-Cultural não pergunta primeiro “o que essa criança tem”. Pergunta como essa criança se desenvolveu até aqui — e o que, nas condições concretas da vida dela, produziu o que hoje aparece como dificuldade.

Isso transforma a avaliação inteira. O que você investiga, com quem você conversa, o que você propõe como atividade, o que você escreve no final.

Neste curso, você vai compreender a criança de forma integrada: a história do desenvolvimento dela, os processos psicológicos envolvidos na aprendizagem, as relações sociais que a constituem e os diferentes contextos em que ela vive — casa, escola, rua, tela.

E vai acompanhar o processo etapa por etapa, sabendo o objetivo de cada uma.

O percurso
01

Entrevista inicial

Quem chamar, o que perguntar, como acolher a pressa da família sem aderir à hipótese que já veio pronta.

02

A investigação com a criança

Atividades e estratégias para a prática clínica — parte delas inspirada em experimentos de Vigotski, Luria e Leontiev. Não são tarefas para gerar escore: são situações construídas para observar como a criança pensa, o que ela consegue fazer com ajuda e o que ainda não se formou.

03

A escola e a família como fontes

O que cada uma pode informar, como interpretar as informações e como conversar com as pessoas de forma acolhedora e sem entrar em disputa.

04

A avaliação pedagógica

O que a criança de fato sabe e como ela aprende. Quando a queixa nasce na escola, a aprendizagem precisa ser investigada diretamente.

05

Análise e síntese

Como reunir material de origens diferentes numa compreensão única do desenvolvimento dessa criança — em vez de um relatório que soma resultados de instrumentos.

06

Devolutiva e relatório

Para a família, para a escola e para a criança. A etapa que decide se a avaliação vai abrir caminhos ou fechar mais uma porta.

Depois do curso

O que muda no próximo encaminhamento que chegar

Você recebe a criança com a suspeita já colada nela, e não precisa nem aceitar nem brigar com isso. Você tem uma proposta a seguir.

Sabe o que vai investigar e por quê. Tem os roteiros das três entrevistas, as atividades para propor à criança e as orientações de cada uma. Tem as categorias para analisar o que levantou, e um relatório de exemplo para saber onde tudo isso desemboca.

Nada disso te dá segurança pronta — segurança clínica se constrói atendendo. Mas muda o ponto de partida: em vez de improvisar um caminho, você percorre um que já foi pesquisado, e vai ajustando à criança que está na sua frente.

E na devolutiva, você não entrega um veredito, e sim uma compreensão, com caminhos concretos para a família e para a escola.

O instrumental

Você não sai só com as aulas. Sai com o instrumental de avaliação.

35 materiais, organizados etapa por etapa — do primeiro contato com a família até o relatório final. É o instrumental que a prof.ª Ana Paula construiu ao longo da pesquisa, no formato em que ela mesma usa.

Boa parte vem em versão editável, para você adaptar à criança que está na sua frente — porque a avaliação real não cabe num formulário fixo.

Destaque

Exemplo de relatório

Um relatório completo, escrito dentro desta proposta, para você ver como tudo se materializa no documento final.

Este talvez seja o material mais difícil de encontrar em qualquer lugar. Todo mundo discute como avaliar. Quase ninguém mostra o texto pronto — aquele que vai para a mão da família e para a pasta da escola, e que precisa ser rigoroso sem virar sentença.

Destaque

Apostila do curso, com os quadros de análise

O material didático das três unidades — da história dos testes psicométricos aos pressupostos do método, até as etapas concretas da avaliação-intervenção.

E, dentro dela, o que talvez seja a peça mais útil de todas: os quadros de indicadores de cada atividade — Jogo de Papéis, Cores Proibidas, Lista de Palavras, Formação de Grupos — cada um com os critérios em três colunas: o que caracteriza o pré-escolar, a transição e o escolar.

Aplicar a atividade é a parte fácil. Ler o que ela revelou é onde a insegurança mora. É para isso que esses quadros existem.

9 documentos

Para cada encontro, três documentos

Família, professores e criança. Em cada um você recebe o roteiro de investigação da história de vida, as orientações de aplicação (o que observar, como conduzir, o que fazer quando a conversa desvia) e o roteiro em versão editável. A entrevista inteira, dos três lados.

5 atividades

Cinco atividades clínicas, com orientações e roteiros

As situações que você vai propor à criança — cada uma com material de aplicação, orientações e roteiro editável:

  • Jogo de Papéis Direcionado, em três temas prontos: cinema, fazenda e padaria
  • Jogo das Cores Proibidas, com os quadrados coloridos inclusos
  • Lista de Palavras
  • Formação de Grupos
  • Conversa e Construção de História em Quadrinhos

Essas não são tarefas para gerar escore. São situações construídas para observar como a criança pensa, o que ela faz sozinha e o que ela faz com ajuda.

Aprendizagem

Avaliação pedagógica

Atividades, orientações e roteiro editável para investigar diretamente o que a criança sabe e como ela aprende — leitura, escrita, raciocínio. Quando a queixa é escolar, olhar para a aprendizagem em si é o centro, e não um detalhe.

Análise

Categorias de análise do processo de avaliação

O documento que amarra tudo: como ler o material que você levantou e transformar isso numa compreensão do desenvolvimento dessa criança. É a ponte entre coletar e concluir — a etapa em que mais gente trava.

Devolutiva

Encontro final com a família, a escola e a criança

Instruções gerais para conduzir a devolutiva. Quem participa de quê, em que ordem, o que se diz para cada um — e, principalmente, como falar com a criança sobre ela mesma.

Ana Paula Alves Vieira com o livro Avaliação Psicológica de crianças que enfrentam dificuldades escolares
O livro, incluso

“Avaliação Psicológica de crianças que enfrentam dificuldades escolares: proposta a partir da psicologia histórico-cultural”

Da própria Ana Paula, publicado pela EduFatecie. É onde a proposta está desenvolvida por inteiro — a fundamentação, o percurso, os porquês de cada decisão.

As aulas apresentam a proposta e situam você dentro dela. O livro é onde você aprofunda, e é a ele que você vai voltar quando estiver com um caso concreto na mão e uma dúvida específica.

Em PDF, liberado junto com as aulas.

Se você fosse montar esse instrumental sozinha, levaria meses de leitura e ainda poderia ficar sem saber se está no caminho certo. Aqui ele vem junto.

Este curso é para você se...

  • Você atende crianças, ou pretende atender, e recebe encaminhamentos escolares
  • Você aprendeu a aplicar instrumentos, mas nunca aprendeu a construir um processo de avaliação
  • Você desconfia da medicalização das dificuldades de aprendizagem, mas não sabe o que colocar no lugar
  • Você já estuda a Psicologia Histórico-Cultural e quer levá-la para a avaliação, não só para a intervenção
  • Você é estudante de psicologia e quer chegar no estágio com um percurso na cabeça

Talvez não seja para você se...

  • Você procura um protocolo fechado, com a mesma sequência de testes para toda criança. Não é isso que a gente ensina.
  • Você busca um curso de aplicação e correção de instrumentos específicos. Este curso é sobre o processo de avaliação, não sobre testagem.
  • Você quer um treinamento prático guiado, com cada etapa demonstrada em vídeo. Aqui a prática está no livro e nos materiais, não na aula.
A oferta

A avaliação inteira, materiais inclusos, por R$ 257

O livro da autora, a apostila com os quadros de análise, 35 documentos de trabalho e 6 horas de carga horária entre aulas gravadas e estudo dos materiais.

O preço é o de um curso livre. O que você recebe é uma pesquisa de doutorado inteira, transformada em instrumental de trabalho.

R$ 257
à vista
  • Acesso por 2 anos a todo o conteúdo — aulas, livro e materiais
  • Pagamento pela Eduzz: Pix, boleto ou cartão
  • Certificado ao concluir
Perguntas e respostas

Ficou com dúvida?

Se não encontrar aqui, chama no WhatsApp — a gente responde.

Preciso já conhecer a Psicologia Histórico-Cultural?
Ajuda, mas não é pré-requisito. O curso apresenta os fundamentos necessários para acompanhar a proposta de avaliação. Se você quiser uma base antes, comece pela nossa aula gratuita de Introdução à Clínica HC.
Preciso aplicar testes padronizados nesta proposta?
Não. A investigação se dá por entrevistas, atividades e análise do material escolar da criança. Isso não significa que testes estejam proibidos ou sejam inúteis — significa que a compreensão do desenvolvimento não se constrói a partir deles. Se você já usa instrumentos e quer seguir usando, a proposta oferece um processo em que eles deixam de ser o centro.
Para que idade serve esta proposta?
Para a criança em idade escolar — na periodização do desenvolvimento de Vigotski, a fase em que a atividade de estudo se torna dominante. Na prática, corresponde aos anos iniciais do ensino fundamental. O recorte não é etário por acaso: é o período em que a queixa escolar tipicamente aparece e em que os processos investigados pelas atividades estão em formação.
Os materiais são editáveis mesmo? Posso adaptar?
Sim. Os roteiros vêm em versão editável justamente para isso. A proposta não é aplicar o mesmo roteiro em toda criança — é ter uma estrutura de investigação que você ajusta a cada caso.
Posso usar os materiais nos meus atendimentos?
Sim. Os materiais são liberados para uso individual na sua prática clínica, sem redistribuição.
As aulas ensinam a aplicar passo a passo?
As aulas apresentam a proposta: os fundamentos, os objetivos de cada etapa e a lógica que sustenta o processo. A dimensão prática está principalmente no livro e nos materiais — é neles que você encontra os roteiros, as orientações de aplicação de cada atividade e o exemplo de relatório. Se você procura um curso de treinamento prático guiado, com demonstração de cada etapa em vídeo, este não é o formato.
Em quanto tempo consigo fazer?
São 6 horas de carga horária: pouco mais de 4 horas de aula gravada e o restante dedicado ao estudo dos materiais. Você organiza como quiser — e os materiais ficam disponíveis desde o primeiro dia, então dá para começar a usar antes de terminar as aulas.
As aulas são ao vivo?
Não. São gravadas e ficam disponíveis na plataforma.

A criança que chegar na semana que vem

Ela vai chegar com a suspeita já pronta. A diferença é o que você vai ter em mãos para recebê-la.

Acesso por 2 anos · Pix, boleto ou cartão

Ainda não estudou Psicologia Histórico-Cultural e quer começar por outro lugar? Nossa aula gratuita de Introdução à Clínica HC é um bom ponto de partida.