Uma proposta de avaliação-intervenção para crianças com queixa escolar, fundamentada na Psicologia Histórico-Cultural. Da entrevista inicial ao relatório, com o livro da prof.ª Ana Paula Alves Vieira, a apostila do curso e 35 materiais de avaliação.
A família chega com essa frase. Às vezes com um bilhete da escola junto. Às vezes com um nome de transtorno já circulando na conversa há meses.
E existe uma pressa real ali. A escola cobra, a família se angustia, a criança às vezes percebe que é vista como “um problema”.
Você sabe que a resposta não é simples. Sabe que o desempenho de uma criança não se explica por algo que ela “tem” — que tem história, condições de vida, relação com a professora, o que aconteceu na alfabetização, o que acontece em casa às sete da noite.
O problema é o que fazer com esse saber na segunda-feira de manhã, com a criança sentada na sua frente.
Na formação, avaliação psicológica infantil costuma aparecer como uma lista de instrumentos. Você aprende o que cada teste mede e como corrigir. Não é pouco — mas também não é o processo.
O que quase ninguém ensina é o que vem antes e o que vem depois: como construir a investigação, o que perguntar a quem, como ler junto o que a criança produz, e como devolver isso tudo sem entregar mais um rótulo para a mochila dela.
Nesta proposta, avaliar já é intervir.
Não existe um período de coleta seguido de um período de ajuda. Cada encontro já é parte da transformação da queixa.
Quando você conversa com a família sobre a história de desenvolvimento daquela criança, algo na forma como aquela família entende o filho começa a se mover. Quando você conversa com a professora buscando compreender e não julgar, a relação dela com aquele aluno pode ser outra. Quando a criança faz as atividades com você e percebe que consegue coisas que achava que não conseguia, não é apenas dado coletado — é desenvolvimento acontecendo.
É por isso que o processo de avaliação termina com um portfólio das produções da criança, e não só com um laudo. A avaliação não descreve um estado: ela interfere nas condições que produziram a dificuldade.
Ana Paula Alves Vieira é psicóloga formada pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), mestre e doutora em Psicologia pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), com doutorado em Educação Especial pela University of Alberta, no Canadá. É especialista em Teoria Histórico-Cultural (UEM) e realizou mobilidade acadêmica em um programa de avaliação e reabilitação neuropsicológica na Benemérita Universidad Autónoma de Puebla, no México.
Há mais de dez anos atua como psicóloga clínica, professora universitária e pesquisadora.
A tese de doutorado dela é sobre avaliação psicológica de crianças com dificuldades no processo de escolarização. Este curso é a sistematização desse trabalho.
Não é uma aula sobre um tema que ela domina em geral. É a pesquisa da vida dela, organizada para a sua prática.
A Psicologia Histórico-Cultural não pergunta primeiro “o que essa criança tem”. Pergunta como essa criança se desenvolveu até aqui — e o que, nas condições concretas da vida dela, produziu o que hoje aparece como dificuldade.
Isso transforma a avaliação inteira. O que você investiga, com quem você conversa, o que você propõe como atividade, o que você escreve no final.
Neste curso, você vai compreender a criança de forma integrada: a história do desenvolvimento dela, os processos psicológicos envolvidos na aprendizagem, as relações sociais que a constituem e os diferentes contextos em que ela vive — casa, escola, rua, tela.
E vai acompanhar o processo etapa por etapa, sabendo o objetivo de cada uma.
Quem chamar, o que perguntar, como acolher a pressa da família sem aderir à hipótese que já veio pronta.
Atividades e estratégias para a prática clínica — parte delas inspirada em experimentos de Vigotski, Luria e Leontiev. Não são tarefas para gerar escore: são situações construídas para observar como a criança pensa, o que ela consegue fazer com ajuda e o que ainda não se formou.
O que cada uma pode informar, como interpretar as informações e como conversar com as pessoas de forma acolhedora e sem entrar em disputa.
O que a criança de fato sabe e como ela aprende. Quando a queixa nasce na escola, a aprendizagem precisa ser investigada diretamente.
Como reunir material de origens diferentes numa compreensão única do desenvolvimento dessa criança — em vez de um relatório que soma resultados de instrumentos.
Para a família, para a escola e para a criança. A etapa que decide se a avaliação vai abrir caminhos ou fechar mais uma porta.
Você recebe a criança com a suspeita já colada nela, e não precisa nem aceitar nem brigar com isso. Você tem uma proposta a seguir.
Sabe o que vai investigar e por quê. Tem os roteiros das três entrevistas, as atividades para propor à criança e as orientações de cada uma. Tem as categorias para analisar o que levantou, e um relatório de exemplo para saber onde tudo isso desemboca.
Nada disso te dá segurança pronta — segurança clínica se constrói atendendo. Mas muda o ponto de partida: em vez de improvisar um caminho, você percorre um que já foi pesquisado, e vai ajustando à criança que está na sua frente.
E na devolutiva, você não entrega um veredito, e sim uma compreensão, com caminhos concretos para a família e para a escola.
35 materiais, organizados etapa por etapa — do primeiro contato com a família até o relatório final. É o instrumental que a prof.ª Ana Paula construiu ao longo da pesquisa, no formato em que ela mesma usa.
Boa parte vem em versão editável, para você adaptar à criança que está na sua frente — porque a avaliação real não cabe num formulário fixo.
Um relatório completo, escrito dentro desta proposta, para você ver como tudo se materializa no documento final.
Este talvez seja o material mais difícil de encontrar em qualquer lugar. Todo mundo discute como avaliar. Quase ninguém mostra o texto pronto — aquele que vai para a mão da família e para a pasta da escola, e que precisa ser rigoroso sem virar sentença.
O material didático das três unidades — da história dos testes psicométricos aos pressupostos do método, até as etapas concretas da avaliação-intervenção.
E, dentro dela, o que talvez seja a peça mais útil de todas: os quadros de indicadores de cada atividade — Jogo de Papéis, Cores Proibidas, Lista de Palavras, Formação de Grupos — cada um com os critérios em três colunas: o que caracteriza o pré-escolar, a transição e o escolar.
Aplicar a atividade é a parte fácil. Ler o que ela revelou é onde a insegurança mora. É para isso que esses quadros existem.
Família, professores e criança. Em cada um você recebe o roteiro de investigação da história de vida, as orientações de aplicação (o que observar, como conduzir, o que fazer quando a conversa desvia) e o roteiro em versão editável. A entrevista inteira, dos três lados.
As situações que você vai propor à criança — cada uma com material de aplicação, orientações e roteiro editável:
Essas não são tarefas para gerar escore. São situações construídas para observar como a criança pensa, o que ela faz sozinha e o que ela faz com ajuda.
Atividades, orientações e roteiro editável para investigar diretamente o que a criança sabe e como ela aprende — leitura, escrita, raciocínio. Quando a queixa é escolar, olhar para a aprendizagem em si é o centro, e não um detalhe.
O documento que amarra tudo: como ler o material que você levantou e transformar isso numa compreensão do desenvolvimento dessa criança. É a ponte entre coletar e concluir — a etapa em que mais gente trava.
Instruções gerais para conduzir a devolutiva. Quem participa de quê, em que ordem, o que se diz para cada um — e, principalmente, como falar com a criança sobre ela mesma.
Da própria Ana Paula, publicado pela EduFatecie. É onde a proposta está desenvolvida por inteiro — a fundamentação, o percurso, os porquês de cada decisão.
As aulas apresentam a proposta e situam você dentro dela. O livro é onde você aprofunda, e é a ele que você vai voltar quando estiver com um caso concreto na mão e uma dúvida específica.
Se você fosse montar esse instrumental sozinha, levaria meses de leitura e ainda poderia ficar sem saber se está no caminho certo. Aqui ele vem junto.
O livro da autora, a apostila com os quadros de análise, 35 documentos de trabalho e 6 horas de carga horária entre aulas gravadas e estudo dos materiais.
O preço é o de um curso livre. O que você recebe é uma pesquisa de doutorado inteira, transformada em instrumental de trabalho.
Se não encontrar aqui, chama no WhatsApp — a gente responde.
Ela vai chegar com a suspeita já pronta. A diferença é o que você vai ter em mãos para recebê-la.
Ainda não estudou Psicologia Histórico-Cultural e quer começar por outro lugar? Nossa aula gratuita de Introdução à Clínica HC é um bom ponto de partida.